OFERECIMENTO:
Montenegro - Sábado, 15 de Julho de 2017 - Hora:08:00

Processo de impeachment do prefeito continua

Defesa de Aldana pediu a renúncia do presidente da comissão e questionou ítens

Início dos interrogatórios depende da chegada de documentos requisitados /Câmara de Vereadores

Foi tensa a reunião que ontem pela manhã decidiu pela continuidade do processo de impeachment do prefeito Luiz Américo Aldana (PSB). Após o relator da comissão, vereador Cristiano Braatz (PMDB), ler o seu relatório defendendo a continuação do processo, ocorreram vários questionamentos na sala de reuniões da Câmara.

A vereadora Rose Almeida (PSB), integrante da comissão, pediu adiamento da votação, alegando que não teria tido acesso à defesa do prefeito. O pedido não foi aceito pelo presidente da comissão, vereador Erico Velten (PDT). O advogado do prefeito, Vanir de Mattos, reforçou o pedido de adiamento, pedindo mais prazo para análise. A reunião teve a primeira interrupção para o presidente da comissão consultar o assessor jurídico. Erico voltou informando que não haveria adiamento. Na votação, Rose votou contra a continuidade do processo, mas Cristiano e Erico foram favoráveis a continuação. Por 2 votos a 1, foi então decidido que o processo de impeachment vai prosseguir.

Em seguida, Erico informou que serão feitas diligências e solicitados documentos dos trabalhos de investigação do Ministério Público, Tribunal de Contas do Estado e de processos em andamento na Prefeitura. Chegou a marcar interrogatórios por parte da acusação para a tarde da próxima quinta-feira, dia 20, e da defesa no dia seguinte, na manhã de sexta-feira. O advogado do prefeito fez vários questionamentos, inclusive quanto a competência da Câmara para julgar a matéria, que só deveria ser apurado sobre a atual administração e que os interrogatórios só aconteçam após serem recebidos os documentos requisitados. Erico indeferiu os pedidos, exceto de que as oitivas vão acontecer após serem recebidos documentos. Com isso, as datas marcadas para os interrogatórios foram adiadas e ainda não tem previsão de quando vão acontecer.

Depois de nova interrupção, foram votados os indeferimentos, os quais foram mantidos. O advogado de Aldana chegou a questionar Erico sobre seu embasamento jurídico e que o estava assessorando, mas o vereador não respondeu. O advogado chegou a pedir a renúncia de Erico, mas o vereador afirmou que continuaria na presidência da comissão. E garantiu que os trabalhos serão concluídos no prazo de 90 dias, quando então os vereadores vão votar e decidir pela cassação ou não do prefeito.

O relator, Cristiano Braatz, diz que fez um relatório sucinto pela continuação do processo. Entendeu que a reunião foi tranqüila. Já para o advogado Vanir de Mattos, a defesa do prefeito está sendo prejudicada. “O presidente da comissão defere os pedidos da acusação e indefere da defesa. Estão buscando a penalização do prefeito a qualquer custo”, lamentou. Para o prefeito Aldana, que acompanhou toda a reunião, deve ser buscada a verdade e o esclarecimento para a população. “Estes indeferimentos são preocupantes”, criticou. “Não vejo razão para este pré-julgamento”, completou. Já Erico deixou claro que a investigação vai continuar e se tiver irregularidades serão apuradas. “Não vamos recuar. Vamos trabalhar pelo certo. Se teve coisa errada os responsáveis serão responsabilizados”, concluiu.


Prefeito Aldana afasta o vice Kadu de suas funções

No último dia 19 de junho, o prefeito Luiz Américo Aldana (PSB) chamou o vice-prefeito Carlos Eduardo Müller, o “Kadu” (Solidariedade) até o seu gabinete na Prefeitura. Na ocasião, Kadu diz que recebeu um comunicado em que o prefeito, com base na lei orgânica do município, decretou que ele está desincumbido do exercício de atos de governo como funções políticas, executivas e administrativas, previstos nas referidas leis.

De acordo com o vice-prefeito, ele não foi informado pelo prefeito sobre o motivo de seu afastamento de funções na Prefeitura. “Kadu”, que foi eleito vice de Aldana em outubro do ano passado, continua sendo vice-prefeito. Entretanto, como foi afastado e não exerce atividades na Prefeitura, com a decisão seu salário é reduzido pela metade. O valor bruto passa de R$ 7.613,57 para R$ 3.806,78 (sem os descontos). “O prefeito me chamou e simplesmente disse que eu estava sendo afastado. Não está deixando eu cumprir a função para o qual fui eleito”, lamentou Kadu.

No início do atual governo, por 40 dias Kadu chegou a acumular também a chefia de gabinete e mantinha uma boa relação com o prefeito Aldana. Entretanto, em fevereiro o vice-prefeito anunciou o seu afastamento das funções que exercia no governo municipal, por discordar de algumas decisões que tinham sido tomadas. Mesmo assim, Carlos Eduardo Müller continuava indo na Prefeitura, participava de eventos e até representava Aldana em algumas atividades.

Após a Operação Ibiaçá, que apura denúncias de irregularidades em licitações, e a abertura do processo de impeachment na Câmara de Vereadores, o relacionamento entre prefeito e vice ficou mais complicado. Sobre as investigações Kadu prefere não se manifestar. “Eu não estou sendo investigado. Por isso não tenho me manifestado sobre as denúncias do Ministério Público”, declarou o vice, preferindo aguardar o resultado dos trabalhos. “Espero que a investigação ocorra até o fim e se houver irregularidades que os responsáveis sejam punidos. Quanto ao pedido de impeachment também não vou me manifestar, mas ficou apreensivo sobre a situação”, declarou Kadu, que também é o presidente do Partido Solidariedade. Ele completou informando que o partido teve reunião nesta semana para avaliar a situação, inclusive quanto a postura do vereador Márcio Müller, do Solidariedade, que assumiu uma cadeira na Câmara. “Estamos avaliando para ver como tratar a situação”, completou Kadu.

A reportagem buscou contato junto a Assessoria de Comunicação da Prefeitura sobre a decisão do prefeito de afastar o vice de suas atividades. Conforme o chefe de gabinete, André Oliveira, os dois tiveram uma reunião no gabinete, quando o vice-prefeito recebeu o documento informando do seu afastamento. “Foi uma decisão do prefeito. Ele não comentou com ninguém. Só informou”, declarou o chefe de gabinete.

 

 

colunas e blogs

o Vale quer saber

Não há enquetes disponíveis para votação no momento


Escritório Comercial S. S. do Caí:
Avenida Dr. Bruno Cassel, 179
Fone / Fax: (51) 3635-1900

Escritório Comercial Montenegro:
Rua Oswaldo Aranha, Via Verde, 1467
Fone / Fax: (51) 3632-9680

Administração:
Rua Fato Novo, Nº 11
Fone / Fax: (51) 3635-1428

Contato
Todos os Direitos Reservados | Jornal Fato Novo | Vale do Caí | RS | Por Nigma Agência Digital