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Montenegro - Quinta-Feira, 16 de Fevereiro de 2017 - Hora:14:15

Professoras denunciam “perseguição política” em transferências

Educadoras dizem que estão sendo “punidas” por não terem feito campanha para o atual prefeito

Um sentimento de angústia toma conta de diversas educadoras na semana de início das aulas nas escolas municipais de Montenegro. Algumas professoras já foram comunicadas que serão transferidas das escolas onde estão. Elas afirmam que as transferências foram sem critério e seguem “motivação política”. “A politicagem e a má administração fazem com que o trabalho perca seu foco, que são os estudantes”, dispara uma professora, que saiu da Prefeitura a ver a situação.

Maria (nome fictício) diz que não foi perseguida, e que não foi só a atual situação que a levou a deixar o magistério municipal. “Mas há uma insatisfação geral, sim. Os professores muitas vezes fingem estar tudo bem, com medo de serem transferidos para escolas mais afastadas de suas residências. O que implica custo maior de transporte e tal”.

A professora Mara Ribeiro tem 34 anos de dedicação e afirma estar “arrasada”. “Eu não quero e não vou me tornar mais uma profissional doente. Eu vou reagir, vou procurar meus direitos, como cidadã, que paga seus impostos; como profissional, pelo perfil que levei 34 anos para construir; pela classe, vou ser sempre uma batalhadora; mas, principalmente, pelas minhas filhas. A herança que quero deixar para elas é da verdade, da justiça, da ética, da liberdade com responsabilidade, da força da mulher na sociedade”.

Ciglia Luzia Silveira conta com 40 anos de experiência na Educação, e afirma estar envergonhada pela situação. “Chego à seguinte conclusão: fiz tudo errado, fui incompetente, péssima profissional. Peço desculpas aos alunos, às escolas, aos pais e colegas. O mais vergonhoso é o que sinto diante dos meus familiares”, lamenta a educadora.


Reações
Com a repercussão do caso nas redes sociais, dois vereadores decidiram se posicionar. Joel Kerber (PP), disse que nesta quinta-feira, na sessão ordinária da Câmara, vai defender os professores. “Eu e o vereador Cristiano Braatz faremos pedido de reunião com a secretária”. A vereadora Josi Paz (PSB) também se manifestou. “Como presidente da Comissão de Cidadania e Direitos Humanos da Câmara de Vereadores, juntamente com o Sinpedu, que veio solicitar a intervenção da comissão, e demais vereadores sensíveis à causa, vamos lutar pelo respeito aos direitos dos professores municipais”.

O presidente do Sindicato dos Profissionais da Educação dos Sistemas Municipais de Ensino de Montenegro e Pareci Novo (Sinpedu), Tiago Vargas, lembra que a instituição defende dois princípios para a gestão da educação: “que ela seja democrática e que suas ações aconteçam pensando no lado pedagógico, de ensino”. “Vemos que a SMEC está agindo contra estes princípios, ou seja, agiu de modo autoritário ao não propor uma gestão democrática, principalmente, na escolha dos diretores das escolas e ao transferir dezenas de professores das escolas em que estão há anos, contra a vontade destes, e sem motivação pedagógica e nem para melhora da educação, ou seja, estão agindo com abuso de autoridade. Estas ações da SMEC fazem os professores se sentirem perseguidos, desrespeitados e humilhados. Provoca também uma sensação de impunidade, pois bons profissionais estão sendo coagidos”, complementa. Tiago conclui observando que “o pior de tudo é que o prefeito está sendo conivente no momento que deixa que isso aconteça dentro de seu governo e não faz nada contra essa injustiça”.

Em breve nota, a Assessoria de Comunicação da Prefeitura informa que, segundo a secretária da Educação, Silvana Schalenberger, “as novas diretoras têm total liberdade de montar suas equipes, e as professoras que não se enquadram com as equipes diretivas recebem a opção de serem colocadas em outras escolas, de suas escolhas”. Porém, as educadoras que deram depoimento à reportagem, garantem que não foram ouvidas sobre as mudanças.

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