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Quarta-Feira, 30 de Maio de 2018 - Hora:08:00

Protestos continuam
Faltam produtos e começa a chegar gasolina nos postos

Aulas e coleta de lixo foram suspensas. Municípios decretaram situação de emergência

Bom Princípio teve grande manifestação na rodovia RS 122 / Jhoni Paludo

Os protestos continuaram no último final de semana e demais dias. As manifestações ocorrem em vários trechos de rodovias. Além dos caminhoneiros, que iniciaram o movimento na semana passada, os protestos ganharam a adesão de outros segmentos da comunidade. Um grande número de pessoas se reuniu em vários pontos da região, principalmente no domingo. E diariamente, principalmente ao entardecer, ocorrem novas manifestações.

Os protestos e manifestações têm ocorrido na RS 122 no Caí e em Bom Princípio, na RSC 287, RS 240 e BR 386 em Montenegro, RS 452 na Feliz e Vale Real, RS 240 em Capela de Santana, BR 470 em Salvador do Sul, RS 124 em Pareci Novo, RS 411 em Brochier e em outros pontos. Alguns estabelecimentos comerciais chegaram a fechar suas portas em apoio à paralisação, como aconteceu no Caí.. Em razão dos protestos, ainda falta gasolina em postos de combustível. Mas desde a última segunda-feira começou a chegar gasolina em alguns postos, como no Caí, Montenegro e Feliz, se formando enormes filas. A prioridade foi para abastecer viaturas da Brigada Militar, ambulâncias, Polícia e Bombeiros. A expectativa é de que hoje e nos demais dias da semana mais postos recebam gasolina na região.

A preocupação é também com o desabastecimento. Muitos produtos já estão faltando nos mercados, principalmente carne, leite, pão e hortifrutigranjeiros. Algumas empresas suspenderam a produção. Ônibus estão com horários reduzidos. As escolas estaduais não tem aula nesta segunda-feira. Muitos municípios também estão suspendendo as aulas na rede municipal. Eventos e jogos no final de semana foram adiados. A coleta de lixo foi suspensa em cidades como Montenegro, Caí, Salvador, Feliz e Bom Princípio, cidades que também decretaram situação de emergência devido a falta de combustíveis.

Existe uma preocupação maior com relação aos hospitais, em razão da necessidade de alimentos, medicamentos e oxigênio, além de outros materiais. Devido a falta de combustível e bloqueios, alguns profissionais também não compareceram, o que tem causado algum prejuízo no atendimento. Algumas cirurgias já foram adiadas e os casos de emergência estão sendo priorizados. Bombeiros, Brigada Militar, Polícia Rodoviária, Polícia Civil e Samu atendem normalmente.

Na agricultura, a falta de ração já tem provocado a morte de frangos e porcos, já que os abates estão suspensos nos frigoríficos e produtores enfrentam dificuldades para tratar os animais. A empresa Naturovos, de Salvador do Sul, fez a distribuição de galinhas por não ter mais como manter as aves. Hortifrutigranjeiros e leite também estão estragando.

Em pronunciamento, o presidente Michel Temer anunciou no domingo a redução de 46 centavos no preço do litro do óleo diesel, através do corte do PIS/Cofins e da Cide. Informou que o valor será válido por 60 dias e depois os reajustes serão mensais. Também foi eliminada a cobrança de eixos suspensos dos caminhões nos pedágios e estabelecido um valor mínimo para o frete. Mesmo assim os protestos continuam porque grande parte dos caminhoneiros, com o apoio de demais segmentos da população, consideram que as reivindicações ainda não foram totalmente atendidas. Grande parte dos manifestantes pede intervenção militar e o afastamento do presidente. O atual governo perdeu apoio, mas através de medidas e com a convocação das Forças Armadas tenta se manter garantindo que não tem mais o que conceder. A meta do governo é se manter até o final do ano, já que para 7 de outubro estão marcadas eleições para novo presidente, governadores, senadores, deputados federais e estaduais.


Fila nos postos de gasolina e comércio fechado
Na tarde da última segunda-feira dezenas de lojas caienses fecharam suas portas em protesto contra a situação criada no país. Comerciantes e comerciários foram ao bairro Rio Branco para participar de solenidades cívicas, com discursos e hinos, realizadas na RS-122, em frente ao Loteamento Popular. Mesmo local onde foi montada a barreira que impede a passagem de caminhões pela rodovia.

Inconformadas com o aumento no preço dos combustíveis, a população apoiou as barreiras nas estradas, apesar disso prejudicar, também à população em geral, que é consumidora dos produtos que deixaram de chegar às lojas e aos supermercados.

Num país em que os governos não tiveram a capacidade de construir ferrovias e hidrovias, a falta de gasolina e diesel é capaz de paralisar todos os setores de atividade, do comércio, à indústria e aos serviços. E sem os caminhões tanque, os combustíveis não chegam aos postos de gasolina.

Todos os postos de gasolina da cidade estavam com seus tanques vazios quando, no meio da tarde de segunda-feira, um caminhão tanque chegou finalmente à cidade. A notícia espalhou-se rapidamente e começaram a formar-se enormes filas de carros com seus motoristas, pacientemente, esperando a sua vez de ter o seu carro abastecido. Cada motorista podia abastecer no máximo R$ 100.

A Brigada Militar do Caí escoltou o caminhão tanque que trouxe o combustível para os postos caienses. Em questão de duas horas, o combustível trazido para a cidade, acabou e muita gente que ficou na fila não conseguiu abastecer.

 

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