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Pelo Vale - Segunda-Feira, 28 de Maio de 2018 - Hora:08:00

Protestos continuam e causam falta de gasolina e outros produtos

Empresas interromperam produção e Prefeituras decretaram situação de emergência

No Caí o protesto continua na RS 122 | Renato Klein/FN

Os protestos continuaram ontem, sexta-feira, mesmo após a proposta de acordo anunciada pelo Governo Federal na noite de quinta-feira. As manifestações inclusive aumentaram, ocorrendo em mais trechos de rodovias.

Devido aos bloqueios de caminhões, terminou a gasolina na maioria dos postos de combustível da região. Onde tinha, as filas eram enormes. Também já começam a faltar mercadorias nos supermercados, além de gás de cozinha e ração para aves e animais. Horários de ônibus foram alterados, com linhas canceladas. Algumas universidades e escolas não funcionaram ontem. As Prefeituras procuraram manter os serviços essenciais, evitando gastar combustível para garantir para veículos como ambulâncias, transporte de pacientes, bombeiros e viaturas. A Prefeitura do Caí chegou a declarar situação de emergência, decretando de utilidade pública todo o combustível existente no município visando garantir o transporte essencial para as áreas da saúde e segurança. O transporte escolar foi suspenso no dia de ontem, sexta-feira. As aulas, de qualquer forma, foram mantidas.

Com a falta de matéria-prima, algumas empresas suspenderam a produção. A JBS (antiga Frangosul), em Montenegro, chegou a obter na Justiça uma liminar determinando a liberação dos caminhões para o acesso ao frigorífico. Uma oficial de justiça cumpriu a ordem com o apoio da Polícia Rodoviária, o que causou discussão com caminhoneiros que organizavam o protesto perto da fábrica. Entretanto, depois os caminhões carregados foram abordados na saída e impedidos de seguir viagem, só sendo liberados no final da tarde. A produção acabou sendo suspensa no frigorífico. O Grupo Vibra, com sede em Montenegro e que possui várias unidades pelo Estado, também anunciou a suspensão total de suas atividades. Demais empresas também com dificuldades de manter a produção. Isso causa prejuízos também na agricultura. Os frangos não estão saindo dos aviários e falta ração. Leite, carne e hortifrutigranjeiros não chegam aos mercados e demais estabelecimentos. Encomendas, como de Sedex, não estão sendo entregues pelos Correios.

A maior preocupação é justamente com o desabastecimento. Além da gasolina, que praticamente já terminou ontem em todos os postos, aumentou a procura pelos mercados e estabelecimentos com os consumidores temendo a falta de produtos básicos. Alguns eventos, que estavam previstos para este final de semana, inclusive jogos, já foram transferidos devido às dificuldades de transporte.

Também preocupação com a área da saúde. O Hospital Montenegro, que é o maior da região, informou ontem que devido a falta de insumos serão priorizados os atendimentos na emergência. O hospital informou que serão atendidos apenas casos graves, de urgência e emergência, até que regularize os abastecimentos de estoques da instituição.

Protestos continuam
Na noite de quinta-feira o Governo anunciou um acordo com os caminhoneiros visando suspender a paralisação e os bloqueios nas rodovias. A proposta do Governo, entre outros pontos, inclui zerar a Cide (imposto do combustível) e reduzir o preço do óleo diesel em 10% nas refinarias por um mês, o que representa uma diminuição de 23 centavos por litro.

Entretanto, os caminhoneiros nos protestos alegaram que as principais reivindicações não foram atendidas. E as manifestações ganharam mais adesões, como dos agricultores, comerciantes, transportadores e demais segmentos. Inclusive pessoas da comunidade e comerciantes fizeram doações de comida para os caminhoneiros e produtores que estavam já vários dias nos protestos. Se no início da semana os protestos ocorriam somente na RS 122 no Caí e na RSC 287 e BR 386 em Montenegro, nos últimos dias as manifestações passaram a acontecer também em outras rodovias e até vias urbanas. Ocorreram protestos na RS 452, altura de Vale Real; na RS 240 em Capela de Santana; na BR 470 em Salvador do Sul; na RS 411 em Brochier; na RS 124 em Pareci Novo, e outras vias. Além do bloqueio de caminhões, automóveis, motos e ônibus também ficaram parados por algum tempo em alguns protestos. Também ocorreram carreatas, como de tratores e vans, apoiando o movimento. Ontem poucos caminhões eram vistos circulando, já que muitos caminhoneiros optaram por ficar em casa ou os veículos não saíram das empresas.

O presidente Michel Temer, no início da tarde de ontem, sexta-feira, anunciou que poderiam ser utilizadas as Forças Armadas para desbloquear as rodovias interrompidas por manifestantes. E pediu aos governadores que façam o mesmo através das forças de segurança dos Estados, alegando que a população não pode ficar sem os gêneros de primeira necessidade, além de prejudicar hospitais, escolas e outras áreas. Mesmo assim os protestos continuavam ontem a tarde e os manifestantes prometeram continuar mobilizados neste final de semana.

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