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Pelo Vale - Sexta-Feira, 14 de Julho de 2017 - Hora:08:00

Quatro caixas eletrônicos são arrombados no banco Santander

Quadrilha especializada roubou dinheiro e tapou câmera com guarda-sol

Ladrões removeram placa de metal e tiveram acesso ao interior da agência, abrindo os caixas eletrônicos por trás /Brigada Militar

Na madrugada do último sábado, 8 de julho, foram arrombados quatro caixas eletrônicos da agência do Banco Santander, no centro de São Sebastião do Caí. O banco fica na Rua Coronel Paulino Teixeira, quase na frente da Delegacia de Polícia, mas no Caí a DP não tem plantão de noite e finais de semana. O plantão da Polícia Civil no Vale do Caí aos finais de semana é centralizado na Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA) de Montenegro.

Um morador do centro, por volta de 3 horas avisou a Brigada Militar de que havia uma movimentação estranha junto ao banco. Quando os PMs chegaram ao local encontraram a porta de acesso aos terminais de auto-atendimento aberta, sem sinais de arrombamento. Mas acima dos caixas eletrônicos viram que tinha sido retirada uma placa de metal, por onde os criminosos tiveram acesso ao interior da agência. A quadrilha conseguiu abrir os quatro caixas eletrônicos pela parte detrás, retirando o dinheiro. A Brigada ainda fez buscas pelas redondezas, mas os criminosos não foram mais localizados.

Não foi divulgado quanto foi furtado. “Foi uma quadrilha especializada, bem equipada e que planejou tudo”, declara à delegada Cleusa Spinato. Segundo ela, os criminosos chegaram a utilizar um guarda-sol para colocar na frente da câmera, evitando que imagens do furto fossem gravadas. O guarda-sol ficou no local. A Polícia busca outras imagens, como de estabelecimentos próprios, para tentar ver o momento que os bandidos entraram e saíram do banco, se é possível identificá-los e qual veículo utilizaram. Segundo a delegada Cleusa, foi acionada perícia e também feito contato com o Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC) de Porto Alegre para verificar se a mesma quadrilha, com esta forma de atuação, não praticou arrombamentos em outras agências do Estado. “Estamos investigando. Provavelmente já atacaram outros bancos”, conclui a delegada Cleusa.


Assaltos no Caí e em Hortêncio
Além dos ataques a bancos, a região também foi alvo de assaltos em estabelecimentos comerciais e residências.

No Caí aconteceu um roubo num mercado no início da noite do último sábado. Por volta de 18h20min, na altura do quilômetro 10 da RS 122, aconteceu o assalto ao mercado. Conforme as vítimas, três indivíduos entraram no estabelecimento, rendendo os funcionários e clientes. Apenas um dos bandidos estavam com rosto encoberto por capuz e os outros dois portavam pistolas. Os assaltantes roubaram dinheiro das vítimas e também o computador com imagens das câmeras do mercado.

Outro assalto aconteceu em São José do Hortêncio, em torno de 18h, na Avenida Mathias Steffens. Conforme relatado para a Brigada Militar, um cliente estava no interior do banco Sicredi e iria efetuar um depósito no valor de R$ 7 mil, quando foi rendido por dois indivíduos armados.


Operação
Ainda no final de semana, a Brigada Militar realizou uma operação no Caí e em Hortêncio, incluindo bares das duas cidades. Um adolescente foi apreendido por tráfico de drogas. A fiscalização também resultou em 7 veículos guinchados no Caí e 23 multas. Já em Hortêncio foram 7 multas e dois veículos guinchados. Dois motoristas foram presos por embriaguez ao volante e um que já estava com mandado de prisão.


Quadrilha ataca bancos em sequência na região
Banrisul de Maratá e Sicredi de Barão foram alvos de criminosos

Pouco antes das 2h da madrugada da segunda-feira, o silêncio e a tranquilidade de Maratá foram abalados por uma sequência de tiros, seguida de uma explosão. Depois, foi a vez de Barão voltar a receber uma visita indesejável. Um tipo de visita, aliás, com o qual a comunidade baronense, infelizmente, já se acostumou.

Foram dois ataques a banco em sequência. Em Maratá, moradores das redondezas da agência do Banrisul, como Adelar Leindecker, chegaram a pensar que fosse algazarra de jovens voltando de alguma festa. “Não me preocupei muito no início, mas depois que o chão tremeu com uma explosão mais forte eu entendi que a coisa era séria”, conta.

Moradores do prédio onde está situado o banco, contudo, viram logo que se tratava de uma forte ação criminosa e procuraram se proteger de alguma forma. Foi o que relatou o advogado Rodrigo de Moura em entrevista à Rádio Gaúcha.

Ciente de que reside num local considerado de risco, chegou a afirmar que já havia traçado um plano de emergência para se proteger, junto com a esposa e a filha, de um ano e seis meses, quando a ação fosse acontecer.

Pelo menos cinco criminosos, que teriam chegado numa Spin branca, participaram da ação, que durou menos de dez minutos. Eles usavam máscaras e roupas escuras e portavam armas de grosso calibre, segundo relatos de testemunhas.

Dois deles teriam entrado na agência, após quebrarem uma porta, e instalaram os explosivos nos terminais eletrônicos – um foi destruído e o outro, danificado -, enquanto outros três ficaram na rua. Um dos elementos estaria coordenando toda a ação. Outro, frequentemente, disparava tiros para o alto, instalando o pânico no centro e inibindo qualquer reação popular, já que não havia brigadianos na cidade quando o ataque foi deflagrado.

A única guarnição da Brigada responsável pela área estava realizando patrulha, naquele momento, em Brochier. Os soldados foram alertados de que havia algo errado por uma popular, que teve os pneus de seu automóvel furados por miguelitos quando chegava a Maratá. “Quando estávamos chegando, escutamos a explosão e tivemos certeza de que o banco estava sendo atacado. Imediatamente, solicitamos apoio da Brigada de Montenegro. Vieram brigadianos de Salvador do Sul e São José do Sul também, mas os criminosos já haviam fugido”, relata o soldado Jonatan Jorge de Moura. Buscas chegaram a ser feitas na região, mas sem sucesso.

Possivelmente, a mesma quadrilha acabou atacando, pouco depois, a unidade do Sicredi em Barão, cidade onde as ações contra bancos têm sido recorrentes nos últimos anos, especialmente, pelas muitas rotas de fuga e também pelo número deficiente de policiais. Um motorista que passava na BR 470 em direção a Montenegro chegou a ser rendido e teve que cruzar o seu caminhão sobre a via, para atrapalhar a chegada da Brigada Militar.

Após arrombarem a porta do prédio, instalaram explosivos num dos terminais da sala de autoatendimento. Entretanto, o equipamento não chegou a ter seu cofre violado. Temendo um cerco policial, os bandidos teriam antecipado a fuga.

Os dois prédios comerciais foram periciados ainda durante a segunda-feira. Para o delegado Joel Wagner, da Delegacia de Roubos, a forma de agir leva a crer que é uma nova quadrilha agindo na região. A sequência de ataques em cidades próximas foi considerada incomum.

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