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São Sebastião do Caí - Sexta-Feira, 16 de Outubro de 2015 - Hora:19:22

Sonhos deslumbrantes convivem com tristes realidades

As obras na escola do bairro São Martim foram iniciadas, mas podem demorar muito para ficarem prontas

As obras na escola do bairro São Martim foram iniciadas, mas podem demorar muito para ficarem prontas

Nesta semana foi iniciada a obra de construção de um novo prédio para a escola David Canabarro, no bairo caiense de São Martim.

O projeto da escola é deslumbrante e, se for concretizado, deverá ter impacto muito positivo para o bairro, que é um dos mais pobres do município.

A escola é necessária, pois esse bairro, mesmo sendo um dos mais populosos do município, ainda não conta com uma escola que atenda às crianças do ensino infantil. O que existe lá é apenas uma escolinha pequena, que está longe de atender às necessidades da população. Com isso, a maior parte das crianças do bairro ficam fora das salas de aula.

A boa notícia é que, depois dessa obra ficar pronta, a prefeitura do Caí planeja utilizar o atual prédio da escola David Canabarro para instalar ali uma escola de educação infantil.

Mas há motivos para temer que esta obra, que é do governo federal, demore muito a ser terminada.

Pessoas que entendem do assunto dizem que o governo libera a verba para uma obra como essa em partes e que é comum haver interrupções em construções desse tipo.

Um exemplo disso é o novo posto de saúde que está sendo construído no bairro Navegantes. Ele já está com as paredes erguidas e com o telhado colocado. Mas a obra parou por aí e permanece interrompida há bastante tempo.

Comentando a obra agora iniciada no bairro São Martim, um profissional conhecedor do ramo, prevê que a conclusão dessa obra demore seis anos. Até lá, centenas de crianças do bairro ficarão sem poder estudar e suas mães sem poder trabalhar fora de suas casas.

Brizoleta da Picada Cará continua em condições precárias

Em julho do ano passado o Fato Novo destacou a situação precária da Escola Estadual de Ensino Fundamental Dr Dóris José Schlatter, situada na localidade de Picada Cará em Feliz. A antiga Brizoleta, ainda em madeira e construída faz 53 anos, necessitava de reparos urgentes, já que oferecia risco aos alunos, inclusive ameaçando desabar. Logo depois da publicação da reportagem, representantes das Coordenadorias Regionais de Educação e de Obras Públicas do Estado estiveram na escola e informaram que as melhorias tinham sido incluídas no Sistema de Gestão de Obras (SGO), com a promessa de prioridade no atendimento.

Passou mais de um ano e nada foi feito. A situação é a mesma. Quando a reportagem do jornal esteve no colégio na última quinta-feira encontrou a diretora Vera Maria Eyng limpando livros, chão e móveis da sala da biblioteca e que funciona também como laboratório de informática. O local, alagado pela enxurrada, é justamente para onde as crianças correm para se refugiar em caso de temporais. “Tem muitas goteiras e infiltrações”, cita Vera, mostrando o forro caindo.

“Nosso maior problema é a falta de estrutura”, lamenta. “Entra água por tudo”, diz, enquanto se dividia em secar livros encharcados e atender 25 alunos que estavam na sala ao lado. “Se faz de tudo. Sou diretora, professora, cozinheira e faxineira”, diz, lamentando a falta de profissionais. “Vamos ter que fechar o Mais Educação. Agora estão vindo recursos, mas faltam professores”, declara, informando que o colégio tem 49 alunos, do 1º ao 5º ano, sendo que 26 ficam o dia inteiro na escola.

Na parte externa da Brizoleta é possível ver parte do forro desabando, além do estado precário das paredes. No local funcionam duas salas de aula, secretaria e arquivo. Tem também a preocupação com a parte elétrica, que é antiga e com a umidade existe um risco maior de curto-circuito. Já no pavilhão os alagamentos são constantes, com o perigo de poderem atingir ainda banheiros, cozinha e refeitório.

Mesmo com todos os problemas, os professores, pais e alunos não querem que a escola seja interditada. Eles pedem melhorias, de preferência com a preservação da Brizoleta, mas com a construção de um novo prédio atrás para as salas de aula, refeitório e banheiros. Já haveria um projeto neste sentido, mas ainda não saiu do papel. “É a última Brizoleta da Feliz e é importante preservar esta história”, entende a diretora.

A reportagem do Fato Novo entrou novamente em contato com a Coordenadoria Regional de Educação (CRE), mas até o fechamento desta edição não houve resposta sobre a possibilidade de melhorias na Brizoleta e obras na escola.

 

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