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Montenegro - Sábado, 23 de Setembro de 2017 - Hora:08:00

Teatro do Centro Cultural pode ser liberado

Liberação depende do alvará dos bombeiros

Teatro está interditado devido às obras na Biblioteca que estão abandonadas porque empreiteira está sob investigação /Guilherme Baptista/FN

O Fato Novo já destacou o completo abandono do prédio do Centro Cultural, no centro da cidade, onde estão o teatro Roberto Cardona e a Biblioteca Hélio Alves de Oliveira. Na edição do último dia 12 de agosto foi destacada na capa uma foto do mato que tomou conta do acesso aos dois locais, no corredor que liga também com a Fundarte, entre as ruas Capitão Cruz e Capitão Porfírio. A Biblioteca está fechada para obras de reforma e ampliação faz mais de quatro anos. E não tem prazo para conclusão porque a empresa vencedora da licitação não pode receber, pois está entre as investigadas pelo Ministério Público nas denúncias de irregularidades. E o início das obras na Biblioteca acabou interditando também o teatro Roberto Cardona (auditório do Centro Cultural), que fica ao lado.

Sem o teatro, várias entidades estão sem local para apresentações e eventos. E a preocupação aumenta com a proximidade do final do ano, quando ocorrem muitas formaturas e eventos. Por isso foi realizada uma reunião na Câmara de Vereadores na última quinta-feira, dia 21. E a boa notícia é de que o auditório do Centro Cultural poderá ser liberado provisoriamente, para a realização de atividades. Isso estaria dependendo apenas do alvará de liberação por parte do Corpo de Bombeiros.

O vereador Joel Kerber (PP) iniciou a reunião afirmando que o objetivo do encontro seria conhecer o planejamento do novo prefeito Carlos Eduardo Müller (Kadu), diante dessa problemática. Conforme os Secretários Municipais Argus Machado (Obras) e Rafael Riffel (Planejamento), o prefeito Kadu pediu que o Teatro fosse liberado, mesmo de forma provisória, para não prejudicar o calendário de atividades. “A liberação para o uso da comunidade depende da liberação do Corpo de Bombeiros, que está analisando o Plano de Prevenção e Proteção Contra Incêndios”, sublinhou Argus. Ele adiantou que, nos Bombeiros, o processo está em fase de vistoria do local. Disse ainda que, certamente, será preciso ações emergenciais para deixá-lo em condições de uso. ”Obra no piso do hall de entrada, limpeza, pintura e capina no acesso”, completa.

O diretor de Cultura, Marcelo Mello, também participou da regunião juntamente com a professora Débora Primaz, que representou artistas e componentes de grupos de danças. Riffel comentou que vem se vivendo um momento complexo, pois todo o processo que envolve a reforma da Biblioteca e que interditou o teatro está no Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO). “Queremos dar andamento às obras o mais rápido possível. Inclusive enviamos ofício pedindo audiência”, informa.

A liberação parcial do uso pela comunidade é uma alternativa que está sendo buscada pela Prefeitura visando justamente amenizar o problema da falta de espaço para espetáculos, apresentações, formaturas e outros eventos. Débora Primaz lembra que no ano passado seu grupo de dança, o Plié & Cia Ballet, por falta de um local na cidade teve que apresentar um espetáculo em Campo do Meio, no interior do município, montando uma grande estrutura, principalmente no palco, o que implicou em custos. “Estamos nessa função desde janeiro”, diz, agora com a esperança de que com o novo governo, onde diz que voltou o diálogo, o teatro possa ser liberado. “Estamos todos correndo contra o tempo porque os eventos estão em cima”, conclui, preocupada, lembrando que outros grupos e entidades enfrentam o mesmo problema.

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