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Salvador do Sul - Segunda-Feira, 06 de Fevereiro de 2017 - Hora:11:07

Tratamento médico na Tailândia melhora vida de Nathália

Pequena salvadorense começou a apresentar movimentos nos membros inferiores

Nathália é submetida a exercícios periódicos para estimulação da células que recebeu /Arquivo da Família/FN

Em abril do ano passado, o Fato Novo relatou o drama vivido por Nathália Maria Dessbesel e seus familiares. A linda menina, com seus marcantes traços germânicos, residente em Salvador do Sul, hoje com dois anos e cinco meses de vida, teve seu futuro comprometido pela Meningomielocele, uma má formação congênita da coluna vertebral que impede sua função principal, que é a de proteger a medula.

O grave problema foi diagnosticado num exame de rotina, na 24ª semana da gravidez de sua mãe, Ivete Wenning.

Apenas oito horas após o nascimento, Nathália já era submetida a uma cirurgia para o reposicionamento da medula e dos nervos. O procedimento, contudo, não deu à menina sensibilidade, tão pouco a possibilidade de efetuar qualquer movimento com os membros inferiores. Até mesmo as necessidades fisiológicas ficaram comprometidas, já que a doença também atingiu a bexiga.

As esperanças da família de Nathália foram renovadas com informações recebidas, durante uma visita à sede da AACD de Porto Alegre, sobre um tratamento inovador realizado no Better Being Hospital, em Bangcoc, capital da Tailândia, com o uso de células-tronco. O custo elevado do procedimento médico, R$ 150 mil, não intimidou os pais da pequena, que, com o apoio de amigos, empresas e entidades, desenvolveram ações diversas para levantar o valor. Apesar da descrença de alguns, essa meta inclusive foi superada e, num gesto de generosidade, a família doou a soma extra ao Hospital São Salvador, um dos principais da região e que, a exemplo de outras casas de saúde, enfrenta dificuldades financeiras.

Com uma bagagem carregada de esperança, Nathália, na companhia da mãe, embarcou rumo ao país asiático no início de setembro. O tratamento teve início de imediato, após uma bateria de avaliações médicas. Na Tailândia, as salvadorenses tiveram apoio pessoas com laços familiares no Vale do Caí e que tiveram conhecimento desse drama por meio de publicações no site do Fato Novo, além de um cuidado todo especial da equipe médica. Nos 28 dias de estada no exterior, Nathália passou por terapias de segunda a sábado.

Ivete destaca que os resultados do tratamento são evidentes. “Não só eu notei como os outros também. Tem um pouco mais de movimento nas pernas até o joelho, mais agilidade no passar do deitado para o sentado. Tenho a impressão de que teve melhoras na parte urinária também. Mas ainda é cedo pra afirmar algo sobre essa parte. Assim que passarem os seis meses da aplicação das células, vamos fazer exames para ver a real situação”, relata.

A fisioterapeuta Katia Meurer, que atende a menina, periodicamente, para a realização de exercícios de estimulação, ratifica as palavras da mãe de Nathália. “Em casos como o dela, qualquer ganho é muito grande. Ela conseguiu movimentos que podem ajudar muito ela a ficar de pé, no futuro. Se ela pudesse continuar o tratamento na Tailândia seria ótimo”, avalia.

Além das sessões de estimulação, a pequena passa também por terapias semanais em Caxias do Sul, duas vezes por semana, e Carlos Barbosa, incluindo hidroterapia e acupuntura. “Ao contrário do que muitos pensam, as terapias de reabilitação da Nathi são, praticamente, todas particulares. Temos um gasto em torno de R$ 3 mil por mês, mas é um investimento que vale a pena. Temos que estimular muito as células que ela recebeu”, conta Ivete. O custo, conforme ela, vem sendo coberto com economias da família. “Sei que o problema não tem cura, mas sabemos também que a medicina avança cada vez mais. Quero que ela possa ser o mais independente possível. Vamos fazer o que pudermos para manter as terapias, só não sabemos até quando”, acrescenta a mãe, que pretende buscar mais apoio do Município e do Estado para cobrir o tratamento.

A página Unidos pela Nathália, no Facebook, criada, inicialmente, para promover as ações beneficentes realizadas na busca de recursos para o procedimento médico na Tailândia, traz, agora, postagens periódicas, com fotos e vídeos, sobre os tratamentos ao quais a salvadorense está sendo submetida.


Mais sobre a Meningomielocele
Assim como acontece com muitos outros problemas de saúde, esta condição parece resultar de uma combinação de fatores genéticos e ambientais, como histórico familiar de malformações da coluna vertebral e deficiência de ácido fólico.

Normalmente, durante o primeiro mês de gestação, os dois lados da espinha dorsal se fecham sobre a medula espinhal e todos os nervos e meninges que a acompanham. A coluna vertebral protege a medula, impedindo que ela sofra quaisquer tipos de danos. Quando ocorre qualquer tipo de malformação congênita em que não acontece o fechamento completo da coluna vertebral, dá-se o nome de espinha bífida.

Embora os médicos e pesquisadores não saibam ao certo porque a Meningomielocele ocorre, é possível elencar alguns fatores de risco: Etnia (espinha bífida é mais comum entre brancos e hispânicos); Sexo (crianças do sexo feminino são mais afetadas do que crianças do sexo masculino); Histórico familiar; Deficiência de ácido fólico; Medicamentos; Diabetes; Obesidade; E, aumento da temperatura do corpo (febre nas primeiras semanas de gravidez).

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