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Capela de Santana - Quinta-Feira, 15 de Dezembro de 2016 - Hora:15:40

Trecho da RS 240, no Paquete, registra mais uma morte

Idosa de 81 anos perdeu a vida enquanto atravessava a rodovia para ir à manicure

Trecho da RS 240 em Capela já foi palco de outros acidentes /Reprodução/FN

Juracy Bays de Vargas tinha 81 anos. Mesmo viúva havia seis meses, ela se mantinha ativa e alegre. Além de cuidar de netos e bisnetos, ela achava tempo para fazer as próprias compras, navegar na Internet, cultivar flores e cuidar da beleza. E foi justamente quando ela se dirigia à manicure de confiança que se tornou mais uma vítima do trânsito cada vez mais intenso da RS 240. A localidade do Paquete, no Km28, já viu outras mortes antes. E a população já pediu a reinstalação do controlador de velocidade que foi desativado no local. O Poder Público não atendeu ao clamor da comunidade e agora restam as lágrimas e a indignação pela perda de mais uma vida.

Juracy morava havia 30 anos no local. Sempre ativa, estava acostumada a atravessar a rodovia. “Ela pegava o ônibus aqui e ia pra Montenegro visitar os familiares”, conta a filha Jair de Vargas, 60 anos. “Ela sempre se virou sozinha, e ontem mesmo já havia feito as compras de Natal”, completa a filha. Eram quase 15 horas da última quinta-feira, dia 08, quando Juracy foi atravessar a rodovia. No outro lado ela tomaria o ônibus e desceria duas paradas depois para ir à manicure. Mas um acidente interrompeu os planos da idosa.

Segundo a polícia, o condutor de uma motocicleta CBX 250cc foi o causador do atropelamento. O motociclista, porém, alega que outro carro, que o ultrapassava, atropelou a idosa e ele caiu ao lado dela. Testemunhas e os próprios familiares da vítima, porém, contestam a versão do piloto, e garantem que ele mesmo causou o acidente. Juracy foi salva com vida pelo Samu e levada para o Hospital da Unimed, em Montenegro. Mas ela não resistiu aos ferimentos e faleceu por volta das 23 horas de quinta-feira. O acidente agora vai ser investigado como homicídio de trânsito pela Delegacia de Polícia de Capela de Santana.

Desde que se aposentou do trabalho rural, Juracy cuidava dos netos e dos bisnetos. Adepta da tecnologia, tinha página no Facebook e se comunicava com a família pelo WhatsApp. “E usava um Português irretocável”, observa a filha Jair, lembrando que a mãe não tivera tempo de estudar muito. Juracy deixou 3 filhos – Jair, com 60 anos, Fátima, de 51, e Juremir, de 66. Também vão sentir muitas saudades os nove netos e nove bisnetos da idosa.


Rotina
O trecho onde Juracy morou por 30 anos, e perdeu a vida, vem se transformando num local de muitos acidentes desde que um radar foi desativado no local. “Aquele radar era a nossa segurança, e queremos que seja reinstalado”, fala Jair, filha de Juracy. Ela conta que a mãe se preocupava com os netos que frequentavam a escola próxima, pela travessia perigosa. “E ela acabou sendo vítima disto”, lamenta a filha, que enterrou a mãe no mesmo dia em que o pai, falecido há seis meses, completaria 87 anos.

Basta ficar ao lado da rodovia para constatar que a maioria dos condutores não respeita os limites de velocidades do local. Apesar de uma curva aberta, a reta a seguir convida os imprudentes a acelerar além da conta. Por várias ocasiões a comunidade fez manifestações no trecho, pedindo mais segurança. Os anseios, porém, nunca foram atendidos. E agora, com a perda de mais uma vida, outra mobilização está sendo planejada, ainda sem data definida.

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