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Pelo Vale - Terça-Feira, 27 de Janeiro de 2015 - Hora:19:46

Tupandi já é primeiro mundo

Outros municípios da região seguem o exemplo de Tupandi e estão se dando bem

Ao longo das últimas semanas, o Fato Novo vem apresentando uma pesquisa de grande utilidade. Ela apresenta a evolução do desenvolvimento econômico em todos os municípios da região, no período de 1996 a 2013.

Observando a história dessa evolução em cada município, podemos comparar os resultados obtidos por cada um deles.
Nesta edição completamos a divulgação da pesquisa com a divulgação dos resultados para os municípios de Portão, Linha Nova, São José do Hortêncio e Capela de Santana.

Podemos ver, na tabela (ao lado) Campeonato do Desenvolvimento no Vale do Caí, o quanto cada município cresceu nos últimos 18 anos.

Vemos, então, que enquanto em Tupandi a economia deu um salto de 2603%, na Feliz, o crescimento foi de apenas 8%. Maratá cresceu 1961%, enquanto o Caí aumentou a sua economia em apenas 28%.

Esta diferença gritante entre municípios de uma mesma região indica que vale a pena estudar o que aconteceu naqueles que tiveram sucesso no seu desenvolvimento.

Vemos, inicialmente, que os municípios mais idustrializados não se deram tão bem como os que investiram mais na implantação de aviários e pocilgas.

A pesquisa comprova que a produção de aves, suínos e ovos é a grande vocação do Vale do Caí.

Em municípios como Tupandi, Maratá, São Vendelino São José do Sul, Alto Feliz e Harmonia, as prefeituras investiram fortemente no incentivo à implantação de aviários e pocilgas.

Tupandi foi o primeiro na utilização dessa política e serviu de modelo para os demais municípios. Foi também, o que mais se beneficiou com ela. Tanto que a renda per capita de Tupandi, hoje, já se iguala à da Alemanha.

Vale a pena, portanto, as lideranças dos municípios que tiveram menor êxito estudarem as razões do sucesso dos mais prósperos, para aproveitar a experiência deles, que é tão bem sucedida.


Tupandi, Maratá e São Vendelino: os mais ricos
Tupandi é o município mais rico da região e do estado: o único que já atingiu o estágio de primeiro mundo.

Os três municípios mais prósperos da região se destacam pela produção de aves e suínos em regime de integração com grandes empresas (JBS, Naturovos e outras).

Tupandi, através do prefeito Hilário Junges, foi o pioneiro na adoção de um plano estratégico de desenvolvimento baseado no incentivo à instalação de aviários e pocilgas.

Os três têm, também, uma base industrial respeitável, mas é a produção de aves e suínos que impulsiona o seu crescimento. A renda gerada pelos aviários e pocilgas deu condição às prefeituras de incentivar outros setores, visando a diversificação.

Vale Real, Capela, Brochier e Portão: os mais pobres
Capela e Vale Real, assim como o Caí e Feliz, tiveram grandes empresas que fecharam (Reichert, no Vale Real, Arrozeira Brasileira e Dilly na Capela). No auge dessas empresas, os dois municípios receberam muitos migrantes, que, depois dos fechamentos, passaram a trabalhar em outros municípios (Caxias, no caso de Vale Real; Portão e Vale do Sinos, no caso de Capela). Portão e Brochier também têm essa característica de ser cidades dormitório. Ou seja, local onde as pessoas residem e dormem, passando o dia em outro município no qual trabalham.

Na Capela, recentemente, políticas de incentivo da prefeitura fizeram com que novas indústrias se instalassem no município.

Com isso, Capela, que sempre foi o município mais pobre da região, conseguiu subir um degrau.

Nos quatro municípios, é muito fraca a produção de aves e suínos em regime de integração.


O Cluster Agroindustrial de Alimentos impulsiona o desenvolvimento da região
No Vale do Caí, o modelo de desenvolvimento econômico resultou no progresso milagroso de vários municípios

O vale do Rio Caí vive uma espetacular experiência de desenvolvimento econômico.

A região inclui vinte municípios, inclusive Tupandi, que é um fenômeno de desenvolvimento talvez único no mundo.
Nos últimos 18 anos, esse município teve um crescimento econômico de 2603%. Um progresso incrível.

Para se ter uma ideia, a bela cidade de Feliz, no mesmo período, teve crescimento de apenas 8%. São Sebastião do Caí cresceu 28% e Montenegro, que viveu um grande surto de desenvolvimento industrial, cresceu 779%.

Certamente, nenhum outro município do estado ou do país teve um desevolvimento tão espetacular.

O fenômeno ocorrido em Tupandi vem sendo estudado há mais de uma década e isso já serviu, inclusive, para que alguns municípios da região seguissem o mesmo modelo obtendo, igualmente, resultados espetaculares. Os melhores exemplos disso são os vizinhos municípios de São Vendelino (crescimento de 1530%) São José do Sul (1.227%) e Harmonia (863%).
O prefeito Hilário Junges foi o criador do vitorioso modelo de desenvolvimento implantado em Tupandi. Inspirado no que já acontecia no oeste catarinese, ele resolveu implantar a avicultura e suinocultura tecnificadas. E fez isso com grande intensidade, oferecendo apoio fortíssimo da prefeitura para os primeiros colonos que ousaram construir seus aviários ou pocilgas. Hoje existem cerca de 500 instalações desse tipo naquele pequeno município.

Hilário também incentivou a indústria, comércio e demais setores. Mas, sem dúvida, foi a produção de aves e suínos, feita em integração com grandes empresas, que causou o incomparável boom de desenvolvimento ocorrido no município.

CLUSTER
Graças à iniciativa de alguns prefeitos e empresários da região, o Vale do Caí produz carne de frango, porco e peru com tal competência e em escala tão grande que a região desempenha hoje um papel importante no abastecimento de carnes para o mundo. É mais do que evidente que a produção de carnes em regime de integração com grandes empresas (JBS, Agrosul, Naturovos, Agrogen, Ouro do Sul) é a grande vocação econômica da região.

A soja e o milho produzidos no noroeste do estado passam pelo Vale do Caí, onde são tranformados em carne e ovos e, depois, exportados. A estrutura montada para isso já tem um nome: Cluster Agroindustrial do Vale do Cai.

O que já se conseguiu até aqui, com o empenho de alguns prefeitos, já foi muito.

Se for desenvolvido um plano estratégico de desenvolvimento dessa atividade, o Vale poderá multiplicar por dez (ou mais) a sua produção em tempo relativamente curto. Além disso, o mesmo modelo poderá ser replicado em algumas outras regiões do estado.

Para isso, bastam algumas políticas de incentivo, melhorias na infraestrutura de transportes, assistência técnica e vontade política.

 

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