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Sexta-Feira, 18 de Setembro de 2015 - Hora:19:08

Um olho no rio e outro na tela

Sistema de monitoramento do rio Caí possibilita que todos possam acompanhar através da internet se haverá enchente

Técnicos acompanham o rio Caí com equipamentos de última geração para que suas previsões sejam cada vez mais precisas

O tempo fecha. A chuva chega. E cai forte. Aos poucos, milhares de pessoas se dirigem até a margem do rio em busca de uma só resposta: Teremos enchente?

As respostas são as mais variadas. Como todo ritual, esse também tem os seus sábios. Normalmente são moradores antigos que usam de sua sensibilidade para fazer suas previsões da altura que o rio deve chegar.

Um desses sábios atendia pelo nome de Henrique Barqueiro. Por muitos anos ele prestou serviço com seu caíco para transportar as pessoas que precisavam atravessar o rio. Essa relação estreita com o rio lhe deu a experiência para compreender os seus detalhes e prever com precisão se teríamos ou não uma enchente grande. Mas ele morreu no ano passado.

Antes da internet chegar e as informações serem mais precisas e instantâneas um boato era comum entre os moradores mais catastróficos: “parece que estorou a barragem e a enchente vai ser grande”. Essa barragem realmente existe, fica em São Francisco de Paula, junto da divisa com Canela e tem o nome de Barragem do Salto. Mas ao contrário dos boatos, ela nunca estourou.


Novos tempos
Hoje o Caí conta com um dos sistemas mais modernos de monitoramento nas suas águas. Desde a sua nascente passando por seus afluentes, o Caí é todo mapeado e conta com estações que enviam dados precisos do nível da água e da chuva para uma central. Lá esses dados são combinados e possibilitam a previsão do nível das enchentes.

Esse trabalho é importante pois possibilita que as comunidades atingidas pelas cheias possam ser avisadas e retiradas das áreas de risco antes que o rio invada suas propriedades.

Em operação desde 2010, o Sistema de Alerta Hidrológico da Bacia do Rio Caí é administrado pelo CPRM. O engenheiro hidrólogo Emanuel Duarte é um dos responsáveis por esse serviço e destaca que os equipamentos usados no rio Caí estão entre os mais modernos disponíveis no mundo.

O mais importante é que esses dados estão abertos para que qualquer pessoa com acesso a internet possa consultar.


O que é o CPRM?
O Serviço Geológio do Brasil, também conhecido pela sigla CPRM, está distribuída por todo o território nacional. Entre as suas atribuições está monitorar todos os rios do país. Esse serviço é importante não só para a prevenção em enchentes.

Com os dados que são recolhidos pelos técnicos de campo que entram no rio com barcos e equipamentos, é possível avaliar a qualidade da água, os níveis e a chuva que caiu sobre a bacia.

Esses dados são juntados e disponibilizados na internet para a realização de pesquisas científicas. Com essas informações, também, é possível ver se um rio está sofrendo com a poluição ou exploração descontrolada.

Outra utilização importante é para o desenvolvimento de projetos de hidrelétricas e diques. A maioria dessas invervenções necessita dos dados coletados pelo CPRM para se prever o impacto socioambiental que aquela obra pode causar. Eles podem ser consultados livremente através do portal HidroWeb da Agência Nacional das Águas (ANA).


Para acessar os site clique aqui.

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