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Pelo Vale - Quarta-Feira, 01 de Novembro de 2017 - Hora:08:00

Vítimas da queda de aeronave são sepultadas em Santa Teresinha

Acidente foi em Linha Francesa Alta e decolagem foi no Morro Tico-Tico

Adilson Rauber e Amauri Rockenbach morreram no acidente /Reprodução/FN

Foram sepultados na tarde da última segunda-feira em Bom Princípio os dois homens que morreram num acidente aéreo na manhã de domingo, por volta de 9 horas, em Linha Francesa Alta, no interior de Barão. Adilson Rauber, de 34 anos, e Amauri José Rockenbach, de 51 anos, foram velados em Santa Teresinha, aonde na segunda-feira ocorreu a despedida com missa de corpo presente na capela e logo depois os sepultamentos no cemitério da comunidade, com grande acompanhamento de familiares e amigos.

Adilson, que era o piloto da aeronave, deixa esposa Tatiana Bracht, filho Everton de 2 anos, mãe Teresinha e demais familiares e amigos. Já Amauri deixa a esposa Solange, os filhos Frederico (23 anos) e Fernando (21 anos), mãe Helga, neta Júlia (4 meses) e demais parentes e amigos. Amauri e a esposa criaram também o sobrinho Fábio, de 26 anos, que perdeu o pai num acidente de moto.

Adilson e Amauri eram amigos e vizinhos no Morro do Tico-Tico. Além de residirem na mesma localidade, tinham algo mais em comum: os dois gostavam de voar. Isso é confirmado em suas postagens no facebook da internet, onde mostram a alegria em vôos realizados.

Mecânico, Adilson trabalhou na empresa Serra Diesel e por último num posto de combustíveis. Conforme um cunhado, Evandro Bracht, voava nos finais de semana por esporte e tinha muitas horas de vôo. Em sua página no facebook na internet são muitas as homenagens. “Era uma das melhores pessoas que já conheci”, declarou Tamara Ramos. “Foi um exemplo para muito jovens, mostrando que com boa vontade e trabalho se consegue o que se sonha”, postaram os amigos da Refrigeração Rauber, de Cândido Godói, cidade de onde Adilson era natural.

Já Amauri nasceu em Curitiba (Paraná) e atualmente trabalhava como motorista da Cerâmica Kaspary, de Bom Princípio. A empresa inclusive divulgou uma nota lamentando o falecimento do funcionário que trabalhava na Kaspary há 23 anos. “Era muito querido, educado, atencioso e responsável. Um excelente profissional. Vai fazer muita falta”, dizem os colegas.


Último voo
A aeronave que caiu em Barão tinha decolado no Morro Tico-Tico. Conforme moradores, o ultraleve tipo trike sempre decolava na pista distante cerca de 300 metros da Cerâmica Kaspary e bem próximo de uma antiga escola da comunidade.

A decolagem para o último vôo teria ocorrido logo depois das 8 horas. A pequena aeronave, espécie de asa delta motorizada, era pilotada por Adilson Rauber, enquanto Amauri estava como passageiro. De acordo com familiares, Adilson tinha os passeios aéreos como hobby aos domingos e que na mesma manhã já tinha feito outras decolagens, inclusive com sua mãe. “Ele tinha curso e era legalizado”, garante um cunhado, informando que Adilson já tinha o trike fazia bastante tempo.

Já parentes de Amauri contam que ele acabou voando no lugar de outra pessoa que tinha agendado mas não compareceu.

Mas a esposa Solange diz que voar era o seu passatempo predileto e costumava fazer os passeios com o amigo Adilson.

Um irmão, Paulo Rockembach, disse que tinha vindo de Porto Alegre para visitar a mãe que teve um AVC nesta semana.

Casualmente estava em Bom Princípio quando soube do acidente pelo rádio. “Todos os domingos de manhã ele voava. O piloto era muito competente. Muita gente voou com ele. Vi ele a última vez no velório do meu finado pai”, lamentou.


Susto no chimarrão
Moradores estranharam o barulho e o fato da aeronave estar voando muito baixo. A queda foi bem próximo de uma residência de Linha Francesa Alta, distante cerca de vinte quilômetros do local de decolagem.

Em entrevista para a Rádio Estação FM, uma moradora contou que estava tomando chimarrão com a família quando a aeronave caiu a poucos metros de sua casa. “Ouvimos um barulho estranho. Não vimos o que era por causa da neblina. O motorzinho desligou e começou a dar voltas. O barulho chegou mais perto e deu o estouro”, contou Daiane Konrath.

Inicialmente ela ficou preocupada para ver se todos em sua casa estavam bem, pois achava que a casa tinha sido atingida.

Depois foram até o local onde ocorria o incêndio devido à queda do trike. “Pegamos mangueira e balde com água porque o fogo estava alto. Vimos que tinha um corpo carbonizado e outro próximo. Tentamos apagar, mas não tinha mais o que fazer”, lamentou.

Através das redes sociais, outros moradores da região declararam que a pequena aeronave voava muito baixo, quase atingindo árvores. Outro morador diz que viu que o ultraleve tinha conseguido se reerguer e passou por cima do mato, deixando os moradores mais tranqüilos. Mas logo depois ouviram o estouro da queda junto às árvores e a poucos metros de uma casa onde estavam um casal e duas filhas. José Arci Kochamm conta que parecia que o motor do aviãozinho estava falhando. “Desceu detrás do morro em direção da nossa casa. Quando chegou perto desviou e caiu. Foi um grande susto”, lembra.

Bombeiros estiveram no local, assim como a Brigada Militar, Polícia Civil e perícia. Conforme a delegada Sandra Mara Guaglianoni Neto, que estava de plantão na região, será feita a investigação pela Polícia Civil e pelos militares do Comando Aéreo Regional (Comar), da Força Aérea Brasileira. “Será feita a análise técnica e a averiguação da documentação do piloto e da aeronave”, declarou, aguardando também o resultado da perícia no local.

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