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Montenegro - Sbado, 17 de Junho de 2017 - Hora:08:08

Valdeci pode assumir como secretário e Márcio Müller voltar para a Câmara

Vereador Valdeci pode deixar comissão do processo do impeachment

Com Câmara lotada, vereadores aprovaram a abertura do processo de impeachment /Guilherme Baptista/FN

Dois anos depois do impeachment do ex-prefeito Paulo Azeredo (PDT), Montenegro volta a viver um novo processo que pode resultar na cassação do atual prefeito Luiz Américo Aldana (PSB).

Aldana era vice de Azeredo e assumiu logo após o impeachment em maio de 2015. Depois foi eleito prefeito em outubro do ano passado. E uma semana depois da Operação Ibiaçá, que afastou secretários municipais e recolheu documentos e equipamentos devido a suspeita de fraudes em licitações de obras e no transporte escolar, foi aprovado na Câmara de Vereadores a abertura do processo de impeachment do prefeito Aldana.

O pedido de impeachment foi protocolado na última terça-feira pelo ex-vereador Renato Kranz e pela advogada Eliane da Rosa. Entre as acusações citadas no pedido estão denúncias de irregularidades no asfaltamento de ruas do bairro Germano Henke (Promorar), transporte escolar, transporte público e quanto à ausência do prefeito sem comunicar a Câmara.


7 votos a 2
Com o plenário da Câmara totalmente lotado, inclusive com pessoas do lado de fora acompanhando num telão, a votação do pedido de abertura do processo de impeachment ocorreu na noite da última quarta-feira. A sessão foi antecipada porque na quinta-feira foi feriado de Corpus Christi. Algumas pessoas, com nariz de palhaço, seguravam cartazes pedindo a cassação. Foi uma sessão muito tensa. O vereador Talis Ferreira (PR) estava ausente. Durante a tarde, na reunião da CPI do PSH, ele passou mal, tendo um princípio de enfarte e sendo levado ao hospital, de onde só saiu por volta de 23h, após a reunião.

Para ser aprovada a abertura do processo de impeachment eram necessários os votos de dois terços dos vereadores, ou seja, de 7 dos 10 parlamentares. Isso mesmo com um ausente. Seis vereadores de oposição já se pronunciaram favoráveis durante suas primeiras manifestações: Joel Kerber (PP), Juarez da Silva (PTB), Neri Pena “Cabelo” (PTB), Cristiano Braatz (PMDB), Felipe Kinn Menezes (PMDB) e Érico Velten (PDT). Os três vereadores do PSB, partido do prefeito Aldana, preferiram não se manifestar, o que aumentou o suspense. E depois, por mais de uma hora, foram lidas as 47 páginas do pedido de impeachment. Só então, em torno de 22h, houve a votação. Cada voto favorável a abertura era aplaudido pela platéia. E ocorreram vaias para Rose Almeida e Valdeci de Castro, ambos do PSB, que votaram contra.

A votação foi decidida no voto da vereadora mais votada, Josi Paz, que mesmo sendo do PSB foi favorável a abertura do processo. E acabou sendo a mais aplaudida.

Muito abatida e visivelmente emocionada, Josi disse que foi uma decisão muito difícil. “Fui eleita para fiscalizar e fazer o meu papel de vereadora. Vou até o fim no meu papel. Tendo que sofrer ou não por isso e ser ameaçada por isso”, disse. Sobre se teria recebido ameaças preferiu não comentar. “Espero que o governo traga as informações para esclarecer todos os questionamentos”, completou. Já a vereadora Rose Almeida, que foi contrária, entende que deveria ter cautela porque já existe uma investigação do Ministério Público. “Não é o momento oportuno. Tinha que esperar o final da investigação”, acredita. Ela considera que é diferente do impeachment de Paulo Azeredo, quando foi favorável, lembrando que não tinham na época investigações sobre a ciclovia no Ministério Público.

A reportagem tentou contato com o prefeito Aldana questionando se ele iria fazer alguma manifestação sobre a abertura do processo de impeachment. Mas segundo o chefe de gabinete, André de Oliveira, a princípio o prefeito não iria se manifestar por enquanto. Na última segunda-feira Aldana fez um pronunciamento para a imprensa onde negou qualquer envolvimento em fraudes.


Talis está em casa
Na manhã de quinta-feira, o vereador Talis falou do problema de saúde que teve e que o impediu de participar da sessão da Câmara na noite anterior. “Desmaiei e só acordei no hospital”, afirmou, lembrando que antes sentia dores fortes no peito e estava com pressão alta. Ele foi conduzido ao hospital por volta de 14h30min. “Agradeço a rapidez dos coletas no atendimento. Isso foi muito importante”, diz, ao agradecer aos vereadores Valdeci e Cabelo, e aos funcionários Tiago e Sílvio Kael, da Câmara, que o carregaram no colo para o carro. “Não lembro de nada”, conta. “Foi o maior susto da minha vida”, completa.

Aos 38 anos, o vereador diz que o médico diagnosticou um princípio de infarto. Por isso deve fazer novos exames e fazer tratamento com cardiologista. “Três meses atrás já tive um mal estar forte”, recorda. O vereador diz que a família, principalmente sua filha, pediram para que deixe a política, principalmente em razão de comentários com bobagens feitos em redes sociais. “Ainda vou pensar e até segunda-feira decidir”, afirmou. Sobre sua posição, se era ou não favorável a abertura do processo de impeachment, Talis disse que ainda estava decidindo. “Os fatos agora devem ser esclarecidos. Ao final tomarei a minha decisão com base em dados e fatos”, concluiu.


Mudança na comissão do impeachment
Logo após a votação de quarta-feira, ainda durante a sessão na Câmara foram escolhidos os três membros da comissão que coordenará o processo, ouvindo a defesa do prefeito, os autores do pedido, testemunhas e juntar os documentos para o relatório final. Por sorteio, foram escolhidos os vereadores Valdeci, Cristiano e Érico. E entre eles foram escolhidos como presidente Érico Velten e como relator Cristiano Braatz.

Conforme Cristiano, os trabalhos da comissão devem iniciar já na próxima segunda-feira, dia 19, para quando está marcada a primeira reunião. Entretanto, ele soube que pode ter uma mudança na comissão, pois o vereador Valdeci pode na próxima semana assumir como secretário municipal de desenvolvimento rural (agricultura). “Tem 90% de possibilidade de isso acontecer. Já tinha convite e já trabalhei na Secretaria”, declarou Valdecir. Neste caso, deverá assumir na Câmara o suplente Marcio Müller (Partido Solidariedade). E o terceiro membro da comissão deve ser sorteado entre os vereadores Josi Paz e Rose Almeida.

Os trabalhos da comissão devem ser concluídos em até 90 dias. Após, ocorre nova votação, onde novamente são necessários 7 votos para a cassação do prefeito. Se este número não for alcançado o processo é arquivado. Mas podem ocorrer outros pedidos e também transcorrem as investigações do Ministério Público que devem ser concluídas em 180 dias.



Pavimentação com recursos do Badesul parou dias depois de começar

Os moradores da Rua Imigrantes, no bairro Senai, estão revoltados com a paralisação na obra de pavimentação que iniciou recentemente. Conforme eles foi iniciada no mês passado a colocação de alguns canos de concreto, no cruzamento com a Rua Juvenal Alves de Oliveira em direção ao bairro Santa Rita (antigos trilhos), mas só foram feitos menos de cem metros de canalização. E nesta última semana a empresa JLV, que venceu a licitação para a execução da pavimentação, retirou os canos, meio-fio e materiais que estavam no local.

Um dos mais revoltados é o comerciante Junior Cesar, que tem o seu estabelecimento justamente na esquina das duas ruas. “Ficou pior do que antes. Colocaram brita e agora a água invade as casas, alagando tudo”, protesta. “Queremos saber por que pararam?”, questionou. Outro morador, Sebastião Camargo, 77 anos, que mora no local faz trinta anos, também se queixou. “Atinge nós e a Vila Esperança. Só piorou”, reclama. “Quando chove entra água na nossa casa. Até quando vamos esperar?”, completa Semário. “Levantaram a rua. Agora que vai alagar tudo mesmo nossas casas. Semana passada já alagou tudo”, protesta Rosemeri, esperando que retomem a obra o quanto antes. “Está bastante complicado. Com as chuvaradas alaga tudo. E a água está invadindo as casas. A gente mora num bairro humilde e esquecem a gente.

Começam a fazer a obra e param”, completa Luis Claudio.

A reportagem fez contato no local com funcionários da empresa, mas eles não quiseram se manifestar sobre a paralisação dos trabalhos e a retirada dos materiais. Os canos eram carregados por uma carregadeira e levados por um caminhão.

De acordo com o secretário municipal de obras, Argos Machado, que esteve no local, está sendo feito contato com a empresa responsável. “Aguardamos uma resposta”, disse. Já o secretário municipal de Viação e Serviços Urbanos, estariam ocorrendo problemas de furtos e por isso os materiais estariam sendo levados para um depósito da empresa.


R$ 3 milhões do Badesul
A obra da Imigrantes é a primeira da série de pavimentações previstas pela Prefeitura através de financiamento de R$ 3 milhões do Badesul assinado no mês passado. A pavimentação é com pedra irregular, enquanto as demais são asfaltamentos em trechos das ruas: Leopoldo Gemmer, Goiás/Piaui, Hans Varelmann/Estrada Antônio Inácio de Oliveira Filho, Boa Vista/Rua Heitor Muller, Ernesto Zietlow, Getúlio Vargas, Quatorze de julho, Otaviano Moojen e Intendente Augusto Jeager Filho.

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