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Montenegro - Sbado, 06 de Janeiro de 2018 - Hora:08:00

Valmir D’Ávila deixa a Penitenciária após 5 meses

Empresário tinha sido preso na Operação Ibiaçá

Valmir vai poder responder o processo em liberdade, mas com algumas restrições /Guilherme Baptista/FN

Antes do final do ano, em 28 de dezembro de 2017, o empresário José Valmir D’Avila, deixou a Penitenciária Estadual de Montenegro, na localidade de Pesqueiro. Ele estava preso desde agosto do ano passado, durante a segunda etapa da Operação Ibiaçá onde o Ministério Público investiga denúncias de fraudes na Prefeitura, principalmente em licitações.

Conforme o advogado Nereu José Giacomolli, que defende Valmir junto com Pedro Bossle, foi obtido um habeas corpus através de liminar. “Ele não possui condenação definitiva e não é pessoa perigosa”, justifica. De acordo com o advogado, o empresário não está em liberdade plena, tendo algumas restrições. “Está proibido de contratar com o município de Montenegro e há bens arrestados (apreendidos) para cobrir eventuais danos ao erário público. Está proibido de manter qualquer contato com a Prefeitura e o único contrato que estava em vigor foi suspenso”, explica o doutor Nereu. O contrato da empresa JLV, de propriedade de Valmir, era para a pavimentação de ruas. Anteriormente a empresa também tinha outros contratos.

Inicialmente Valmir chegou a ser preso em 6 de junho, na primeira etapa da Operação Ibiaçá, mas porque estava de posse de armas de uso restrito. Foi solto em 29 de junho. Depois voltou a ser preso em 8 de agosto. Desta vez, conforme denúncia do Ministério Público, com base em quatro fundamentos: proteção da ordem econômica, denúncias de intimidação a testemunhas, manutenção da ordem pública e reiteração de fatos criminosos. Ainda em agosto ele chegou a participar de uma audiência na sessão de impeachment da Câmara de Vereadores, como testemunha de defesa do prefeito cassado Luiz Américo Alves Aldana, mas preferiu não se manifestar durante o interrogatório. Saiu algemado e foi levado pela Susepe de volta para a Penitenciária, onde estava realizando trabalho prisional na cozinha da Modulada.

O advogado de defesa garante que o empresário não ameaçou ninguém. “E nem vai ameaçar”, garante. “Ele possui empregados, cujas famílias dependem dos empregos, além de filha adotada e contribui em várias obras de assistência no município”, completa. Para o doutor Nereu a prisão de Valmir foi injusta. “Ele quer ficar afastado da cidade, recolhido com seus filhos menores. Vai responder a todos os processos, atender a todas as ordens judiciais e garantir eventuais prejuízos ao município”, garante.

A reportagem tentou contato com o empresário, mas na empresa JLV foi informado que ele não se encontrava.

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